Fabricante de cutelaria para o sector doméstico e profissional, como facas de cozinha e de talho, a ICEL- Indústria de Cutelarias da Estremadura celebrou o seu 73º aniversário (12 de Junho) com 200 colaboradores, 3,2 milhões de peças por ano e uma facturação de 9 milhões de euros, sendo que cerca de 80% deste valor é obtido pela exportação. Empresa familiar já na terceira geração e com unidade fabril na Benedita, a ICEL foi fundada em 1945. Investiu, desde cedo, segundo recorda no seu site, num “crescimento estratégico e sustentado” e, em 1973, começou a exportar para mercados exigentes como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Suécia e Dinamarca, estando hoje representada em cerca de 90 países dos vários continentes.

 

O nascimento da ICEL remonta aos anos quarenta do século passado quando três irmãos decidiram abrir uma oficina familiar – em Ribafria, uma pequena aldeia perto de Benedita – para trabalharem o aço e de onde saíam peças de cutelaria para a agricultura e a cozinha.

 

No início, e de acordo com o relato da empresa, “a gama de produtos era constituída por canivetes e algumas facas totalmente fabricadas à mão”: “O aço utilizado era o aço carbono que era forjado e temperado com equipamentos rudimentares, sendo a energia utilizada proveniente do carvão. Os cabos eram feitos de ossos e chifres de animais.”

 

Em 1945, a pequena oficina familiar já empregava 25 pessoas. É então tomada a decisão de constituir uma sociedade com o nome de Indústria de Cutelarias da Estremadura, Lda., do qual nasceria a primeira marca ICEL.