Investimento de 30 milhões de euros num novo centro de pesquisa e desenvolvimento em Nova Jérsia criou 60 novos empregos nos últimos dois anos, totalizando 120 colaboradores na unidade norte-americana. No nosso país, a farmacêutica multinacional portuguesa Hovione emprega 1.100 colaboradores.

 

Com as novas instalações, a multinacional acrescentou 2.600 metros quadrados a uma área original de 2,200 mil metros quadrados, duplicando a área de fábrica e de laboratório.

 

“Expandem a gama e a escala da oferta de serviços da Hovione no mercado dos EUA e incluem tecnologias de ponta na engenharia de partículas e em sistemas de produção em continuo”, anunciou a empresa.

 

“Nos últimos 18 anos, este centro de I&D tem tido um papel chave na captação de novos clientes e foi daqui que fornecemos as fases clínicas daqueles que são hoje produtos comerciais que a nossa fábrica de Loures fornece para o mundo inteiro”, precisou o CEO da Hovione, Guy Villax.

 

“São medicamentos que curam a Hepatite C, tratam a fibrose quistica e a leucemia, brilhantes invenções americanas mas a produção comercial é ‘made in Portugal’”, acrescentou.

 

“Ao duplicarmos a capacidade deste centro de investigação estamos a investir em tecnologias disruptivas, a criar condições para duplicar a número de produtos em desenvolvimento e a garantir o futuro das nossas fábricas em Portugal, Irlanda e Macau”, explicou Guy Villax.


Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. Investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial.

 

Com sede em Loures, a empresa emprega 1600 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1100 em Portugal. É o maior empregador privado de doutorados no país (68) e tem neste momento oito programas de doutoramento e oito de mestrado a decorrer na empresa.

 

A sua actividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 220 técnicos e cientistas.