A metropolização das dinâmicas de inovação
e as assimetrias regionais

Posição tomada no evento “Creative Learning” em 26 de outubro de 2011
Centro de Congressos de Lisboa

(…) Se observarmos a inovação e a integração na sociedade de informação do ponto de vista territorial, constatamos também que há um sistema produtivo emergente baseado nas tecnologias de informação, telecomunicações e computação que se metropolizou, privilegiando contextos territoriais onde predominam infraestruturas facilitadoras de fluxos de conhecimento e ideias, universidades e centros de I&D e algum ambiente propício à inovação.

No resto do país, onde os sistemas produtivos tradicionais densificam de forma predominante a estrutura produtiva, o acesso à inovação é condicionado pelas limitações estratégicas das empresas, pela insipiência universitária e pelas falhas do sistema formal e institucional da inovação.

A centripetação e a metropolização das dinâmicas de inovação, do conhecimento, da integração da sociedade de informação, na adopção, manuseamento e operacionalização de novos conceitos, instrumentos e ferramentas tecnológicas, tendem a acentuar ou pelo menos a perpetuar formas anteriores de diferenciação e de assimetrias regionais. (…)