Três desafios das exportações portuguesas

Posição proferida pelo Presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, no decorrer
da abertura da reunião do Conselho Diretivo da AICO – Associação das Câmaras de Comércio Ibero-Americanas, em Cascais, no dia 22 de maio de 2023

Há um indicador do comércio externo da economia que constitui um estudo de caso nos países da OCDE. Em 12 anos o peso das exportações no PIB passou de 38% para 50%. Foi uma evolução invulgar. Ao longo destes anos aprendemos que as encomendas não podem ter desequilíbrios muito acentuados na balança transações correntes e que o consumo público e privado não podem ter um peso excessivo no PIB.

E conseguimos este invulgar desígnio através de um esforço conjunto e bem-sucedido de empresários, política pública governamental e associações empresariais.

Mas temos ainda três desafios a ultrapassar:

(i) Alargar a base e a intensidade exportadora
 Exportam regularmente 27.500 empresas
 Tem intensidade exportadora inferior a 30%

(ii) Reduzir o grau de concentração das exportações num só mercado
 49% das exportações estão concentradas em Espanha, França e Alemanha

(iii) Diversificar as exportações para mercados extracomunitários
 70% - EU
 30% - mercados extracomunitários