Intervenção pública das associações empresariais

Posição proferida pelo Presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, na tomada de posse nova
Direção da NERBE, em Beja, no dia 29 fevereiro 2012

(…) É preciso defender:

• A alteração de uma política fiscal que taxa lucro, trabalho e poupança e não é incentivador de criação de riqueza

• Necessidade de alterar a rigidez do mercado laboral, alargar o âmbito do despedimento com justa causa, e alterar os limites constitucionais que impedem a reforma do mercado laboral

• Necessário demonstrar e dizer ao Banco de Portugal que vivemos numa situação de falta de acesso ao crédito e contrariar as informações bancárias de que existe crédito, e o que não existe são projectos e empresas viáveis

• Necessário enfrentar esta radicalização sindical da CGTP e dizer-lhes que às empresas já lhes bastam os solicitadores de execução, as penhoras das finanças, gestores de risco de crédito, dispensa muito bem a agitação laboral em preparação

• Precisamos de dizer ao governo que consiga alterar o período de desalavancagem financeiro (rácio transformação - crédito/depósitos) imposto aos bancos no memorando de acordo, porque quem é mais penalizado são as empresas.

Se for cumprido o que está previsto, a banca vai diminuir o stock de crédito concedido em 30 mil milhões de euros. Ao estado não reduz; às empresas públicas também não. Sobra-lhe as empresas privadas e particulares.

• Nós precisamos de força e legitimidade para dizer tudo isto.

• Mas quando analiso o trabalho que faço na associação, o que é que ela faz, o que representa, a qualidade do trabalho que executa, interrogo-me se tenho assim tanta legitimidade para o fazer.

• Por isso, o apelo final que faço aos novos dirigentes do NERBE:

o Respeito pelo passado e pelo património associativo herdado
o Mas uma força diabólica para mudar e ser útil às empresas (…)