Intuição é competência crítica para bem-estar dos talentos na indústria

Quando crescemos numa família de empreendedores, fazemos parte de todos os momentos desse mesmo crescimento, mesmo que nem sempre tenhamos a perceção clara disso.

O Grupo Erofio completou 30 anos, pelo que eu e as minhas irmãs habituámo-nos a ver o meu pai e a minha mãe a unirem esforços para desenvolver a empresa. Quando crescemos neste ambiente, entendemos a necessidade de executar um trabalho de grande qualidade para podermos competir num mercado altamente especializado e complexo.  

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Hoje sei que ser mulher no mundo dos negócios é uma enorme mais-valia.

Sempre nos habituámos a ver os nossos pais a trabalhar longas horas e, como a empresa ainda era muito pequena, todos ajudávamos conforme podíamos. Foi um período muito importante, porque permitiu-nos perceber a necessidade do esforço, da dedicação e de muito sacrifício para desenvolver um projeto e um negócio que assentava na visão do meu pai.

Desde cedo ajudei o meu pai na organização dos documentos e, talvez por isso mesmo, a opção por gestão de empresas tenha sido natural. Como trabalhei sempre durante o curso, fui alimentando o gosto pelo negócio e tentando adaptar o que aprendia à realidade da empresa, o que nos permitiu criar um sistema de gestão robusto e dinâmico.

Quando se faz parte de um negócio familiar, temos de estar preparados para nos desenvolvermos em múltiplas vertentes – familiares, profissionais e pessoais –, e com quem nos rodeia. 

“A união é mais forte do que a divisão pelo que conseguimos, em família, desenvolver as ferramentas necessárias para ultrapassar os enormes desafios dos últimos anos.”

Creio que temos tido a capacidade de, no seio da família, lutar para garantir que aquele pequeno negócio que o meu pai criou há três décadas possa ser sustentável e se mantenha por muitos mais.

Estamos a trabalhar a sucessão de uma forma muito profissional e responsável, criando os alicerces de uma organização moderna e adaptada ao século XXI.

Não é fácil desenvolver os mecanismos para promover essas características, mas julgo que hoje podemos dizer que conseguimos crescer de forma exemplar nos últimos anos, ganhando maturidade e garantindo o desenvolvimento de uma estrutura sustentável. Sendo uma perfecionista por natureza, muitas vezes sinto que não estou a cem por cento em todas as minhas vertentes, mas comecei a aprender a delegar e a aceitar que podemos errar e ser imperfeitas! 

“Temos tido a capacidade de, no seio da família, lutar para garantir que aquele pequeno negócio que o meu pai criou há três décadas possa ser sustentável e se mantenha por muitos mais.”

Julgo que a nossa maior vitória tenha sido perceber que a união é mais forte do que a divisão e conseguir, em família, desenvolver as ferramentas necessárias para ultrapassar os enormes desafios que tivemos nos últimos anos.

Hoje sei que ser mulher no mundo dos negócios é, sem a menor das dúvidas, uma enorme mais-valia, porque a resiliência e a capacidade de gerar consensos se revela vital para promover estruturas organizacionais com capacidade de adaptação às enormes mudanças que vivemos. 

“A capacidade [das mulheres] de desempenhar múltiplos papéis permite-nos uma adaptação a novos cenários empresariais bastante abrangente.”

A liderança no feminino é muito exigente, porque existe como que uma imposição social, para que as mulheres tenham de ser excelentes profissionais, mães e esposas. Esta capacidade de desempenhar múltiplos papéis permite-nos uma adaptação a novos cenários empresariais bastante abrangente.

A intuição é fundamental nos negócios e essa competência é critica para oferecer bem-estar aos nossos talentos, factor muito importante na fase atual da indústria.