A cultura de produto, do experimentalismo,
da criação nas nossas escolas

Posição tomada pelo Presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, no I Encontro Regional Ensino Profissionalizante, que decorreu em 27 junho 2016, em Santarém

(…) Para nos adaptarmos a este futuro temos de introduzir a cultura de produto, do experimentalismo, da criação nas nossas escolas

 Para isso, talvez não fosse desajustado:

1) Introduzir aulas de programação a todos os alunos a partir dos 7 anos

2) Elaborar programas de laboratórios de fabricação digital no sistema formal de ensino que dinamizem a criação de prototipagem de produtos
- Permitiria uma experiência educativa enriquecedora no desenvolvimento de competências técnicas e sociais, essenciais na integração dos alunos no mercado de trabalho

3) Acrescentar à educação formal uma componente experimental e de projecto

4) Estabelecer parcerias entre escolas secundárias e FabLabs proporcionando aos alunos experiência no manuseamento de materiais e equipamentos em tecnologia emergente

5) Elaborar programas de interacção entre politécnicos e escolas secundárias promovendo cursos de 6 meses/1 ano, dinamizando projectos de criação de prototipagem e produtos

Estes cursos poderiam atribuir crédito em termos curriculares e contariam com a participação de técnicos de empresas da região nas áreas: design, programação, modulação e produção 3D, etc.

 Será que um sistema de ensino tão ideologizado, conflituoso, litigante e centralista, poderá evoluir e adaptar-se a estas realidades? É difícil. Vai levar tempo.(…)