Análise da Conjuntura

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Mensal

outubro 2022

  Há uma deterioração da conjuntura internacional, sendo crescentes os riscos de recessão. A persistência da inflação poderá reforçar o plano de subida de taxas de juro do BCE (cuja taxa de referência se estima atingir, em meados de 2023, os 3,5%) , reforçando o ambiente recessivo. As previsões macroeconómicas para 2022, 2023 e 2024 (FMI, OCDE, CE e BP) apontam nesse sentido.

No 3º trimestre de 2022, o PIB cresceu 0,4% em cadeia, melhor do que o esperado, fruto do contributo do consumo privado que recuperou do trimestre anterior. Em termos homólogos, o PIB cresceu 4,9%. Estima-se para 2022 uma taxa de crescimento do PIB de 6,5%.

Relativamente à inflação esta passou de 9,3% para 10,2%, com aceleração significativa quer dos preços da alimentação (de 16,9% para 18,9%) quer dos produtos energéticos (que passaram de 22,2% para 27,6%).

Em Agosto, as exportações de bens aceleraram com estabilização da elevada subida do preço unitário (+18,4%). As importações aceleraram também quer na componente de combustíveis quer nas restantes, com forte peso da subida de 41% das entradas de gás natural, cujo preço subiu 467%.

Em Agosto de 2022, o excedente da Balança de Serviços ficou em 3, 2 mil milhões de euros, aumentando 1,3 mil milhões de euros em relação ao mês homólogo de 2021. Em contrapartida, o défice da balança de bens foi de 3,1 mil milhões de euros. 

SÍNTESE DA CONJUNTURA

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Trimestral

julho/agosto/setembro 2022

• O forte abrandamento em cadeia do PIB, para apenas 0,1% em volume no segundo trimestre, refletindo já os efeitos da guerra na Ucrânia. Prevê-se um crescimento real do PIB em 2023, de 1,3% no cenário macroeconómico da Proposta de Orçamento do Estado e de 0,7% no World Economic Outlook do FMI.

• A manutenção da trajetória de aceleração e forte crescimento das exportações no segundo trimestre, destacando-se a recuperação do turismo. Os fortes aumentos, no período de janeiro a agosto, das exportações e importações de bens (25,9% e 37,7%), a refletir em grande parte um efeito preço, sobretudo nas transações de bens energéticos, e com um agravamento acentuado do défice comercial de bens. O aumento homólogo muito expressivo, no período de janeiro a julho, do excedente da balança de serviços, devido a um crescimento nominal das exportações (84,1%) acima do das importações (41,2%).

• As previsões de inflação em 2023, do Governo (4,0%) do FMI (4,7%) e do Conselho de Finanças públicas (5,1%). A segunda subida consecutiva das taxas de juro de referência do BCE, desta vez de 0,75 pontos percentuais, ficando estas em 2%. A subida ainda mais acentuada das taxas Euribor no terceiro trimestre, atingindo máximos de vários anos em setembro (2,233% no prazo dos 12 meses, o máximo em mais de uma década).

• O aumento da criação líquida de empresas, em termos homólogos, até ao terceiro trimestre de 2022, segundo dados revistos da Informa D&B. Contudo, a variação em cadeia, no segundo trimestre, do indicador de declarações de insolvência, constante dos dados do Eurostat, sinaliza já um aumento da vulnerabilidade das empresas nacionais.


• A cotação média do euro face ao dólar, que prosseguiu em queda no terceiro trimestre, cotando já, em setembro, abaixo da paridade e num mínimo de quase 20 anos.

• O cenário orçamental que resulta da Proposta de Orçamento do Estado para 2023, com uma redução do défice público de 1,9% do PIB em 2022 para 0,9% em 2023. A consolidação orçamental resulta de uma subida do rácio da receita pública no PIB de 44,1% em 2022 para 44,5% em 2023 (embora com uma descida da carga fiscal de 35,6% para 35,1%) e de um recuo do rácio da despesa pública de 46,0% para 45,4% (com origem nas prestações sociais, nos subsídios e nas transferências de capital). 

3º TRIMESTRE

Conjunturas
Económicas /2022

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