LAMENTA-SE QUE A GRANDE ASPIRAÇÃO DA REGIÃO DE LISBOA SE RESUMA A SER UM “VIVEIRO” DE STARTUPS

 

A AIP, IAPMEI, CONFAGRI e ANI (Agência Nacional de Inovação) subscreveram no dia 11 de janeiro um acordo de cooperação como o Município de Loures, com o objetivo de dinamizar a atividade económica num dos mais importantes concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.

O Presidente da AIP na sua intervenção, começou por saudar a iniciativa de se “inaugurar na AM Lisboa uma nova fase de cooperação entre empresas, associações empresariais e autarquias, no domínio do desenvolvimento económico e da competitividade territorial”. Disse não perceber a “resignação e o desinteresse dos atores regionais perante essas áreas, algo que pode ser explicado, por muitas razões, mas que não será alheia a soberba intelectual lisboeta”.

Deu depois alguns exemplos, dizendo estranhar que na estratégia de Lisboa 2030, a par dos “pilares estratégicos como a urbanidade, a idade, sustentabilidade demográfica e juventude, Tejo e Sado, e património, não mereçam o mesmo estatuto, fatores como a atração de investimento estrangeiro, crescimento económico, aumento da base exportadora, capacidade da região para atrair ou reter talento”. Interpelou depois a assistência, perguntando “se estes fatores não deveriam estar no centro de uma estratégia de competitividade territorial?”.

Afirmou ainda que tendo “a região de Lisboa 36% das empresas do país, excelentes escolas de gestão e engenharia, boas entidades de investigação, em termos de desenvolvimento económico a sua grande aspiração é ser um “viveiro de startups”. É um objetivo limitado para o potencial de desenvolvimento que apresenta.

Terminou dizendo que comunga da ideia que é em “Lisboa que se ganha ou se perde a convergência da economia portuguesa, mas há décadas que as empresas de Lisboa são preteridas no acesso a sistemas de incentivos; há anos que o POR Lisboa conhece uma redução orçamental significativa; há anos que se assiste a uma contínua redução do seu contributo para o PIB nacional, perante a indiferença e a resignação dos seus principais atores regionais”.