A AIP realizou 32 leilões digitais de eletricidade na fase-piloto do projeto e.UTIL, com as IPSS a conseguirem uma poupança de 100 mil euros e uma redução média da fatura energética de 28%. Grandes e pequenas comercializadoras de eletricidade também recorrem a esta ferramenta para aumentar a competitividade e diminuir os custos das PME e de outras organizações. 

Os leilões digitais da e.UTIL permitem a compra agregada ou coletiva de utilities, onde se incluem os serviços de fornecimento de energia e gás. Mais tarde, vai avançar para as tecnologias de informação e comunicação, seguros e combustíveis. As empresas portuguesas Wattguard e Quantico Solutions juntaram-se à AIP no desenvolvimento desta plataforma.

Desde o início do ano, foram realizados cinco leilões de eletricidade que correspondem a 1,2 milhões de euros da fatura energética, com 7,7 GWh de consumo provenientes de 158 pontos. Em março e abril, já no período de estado de emergência, tiveram lugar três leilões de consumo exclusivos para Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que resultaram do protocolo assinado entre a AIP e a RNAE (Rede Nacional de Agência de Energia).




"[Os três leilões de consumo de energia das IPPS, entidades que atravessam um momento difícil] atingiram uma redução média de 28%, 27% e 22% da fatura energética”. 

José Eduardo Carvalho, presidente da AIP

Houve leilões em que as IPSS economizaram cerca de 100 mil euros de custos energéticos, sendo que alguns deles foram realizados em março e abril, em plena pandemia de Covid-19.

O presidente da AIP sublinha a necessidade de as empresas e entidades diversas se unirem em iniciativas e ações que protejam e incrementem a sua atividade, entre elas “aumentar a capacidade negocial das PME na aquisição de algumas utilities, como por exemplo, a eletricidade”.

O projeto e.UTIL foi aprovado pelo programa Compete, no âmbito do Portugal 2020, o que permitiu uma análise de benchmarking a partir de experiências semelhantes nos Países Baixos.

A plataforma beneficiou com o apoio da tecnológica Quantico Solutions ao estruturar o complexo procedimento técnico e administrativo de acreditação das comercializadoras; levar a cabo a agregação de consumos; a constituição de lotes; e ainda a realização de leilões e respetiva contratualização.


“Nesta fase de arranque deu-se prioridade à agregação dos consumos de eletricidade e respetivos leilões. No segundo semestre de 2020, os leilões serão alargados a outros serviços. O processo de adesão é muito simples. Basta as empresas inscreverem-se na plataforma, fornecendo um conjunto de informação que permitirá agregar o consumo nos lotes a licitar”.

Cunha Horta, responsável da AIP pelo projeto

Alexandre Fernandes, da Wattguard, destaca a credibilidade do projeto, que se baseia na participação das principais comercializadoras de eletricidade, como a EDP, Endesa, Galp, Gás Natural Fenosa, Iberdrola, Gold Energy, mas também das comercializadoras mais pequenas, como é o caso da Elergone, Enforcesco, Lusíadaenergia, Luzboa, PH energia, Eco-Choice e Rolear. Todas estas comercializadoras representam mais de 95% do mercado da eletricidade.

Leia aqui a notícia publicada no jornal ECO em 1 de junho.