“A AIP e as PME que estão integradas neste projecto ficam gratas e salientam o grau de compromisso que Mota-Engil, Sonae, grupo Pestana, Tekever e EDP têm com a economia nacional. Assegurar a disponibilidade destes cinco grupos empresariais com forte presença nos mercados internacionais para integrarem este projecto foi a condição primeira para o viabilizar”, afirmou José Eduardo Carvalho na sessão de apresentação do projecto “PME Connect”, que decorreu dia 23 de Maio, na sede da associação e contou com a presença do ministro da Economia, Caldeira Cabral, dos CEO e presidentes daqueles grupos e representantes das PME envolvidas.

O presidente da AIP disse que na génese deste projecto “esteve a análise ao trabalho que a Mota-Engil fez há uns anos nesta matéria e a partir do qual considerámos que era possível promover o crescimento das exportações e da internacionalização das PME através da cooperação e da interligação com os grupos empresariais fortemente internacionalizados”.

José Eduardo Carvalho começou por evidenciar que nos últimos anos “o crescimento das exportações e do grau de internacionalização da economia portuguesa foi um desígnio nacional e tudo correu bem: as estratégias definidas pelas empresas, política governamental, a gestão das políticas públicas, nomeadamente da AICEP, e o esforço e o trabalho que as associações empresariais fizeram”. Há, no entanto, de acordo com José Eduardo Carvalho, algumas situações que precisam de ser melhoradas: “Temos consciência que a meta alcançada do peso das exportações no PIB de 43% não é satisfatória. Temos de melhorar. Sabemos que a intensidade exportadora de 23% das médias empresas e de 14% nas pequenas também precisa de ser melhorada. E sabemos também que a concentração das exportações das PME em cerca de 80% num só mercado precisa de ser diversificada”.

O presidente da AIP finalizou defendendo que “o trabalho associativo neste domínio tem de se elevar na escala de valor. A actividade tradicional das associações tem de se alterar. Daí o aparecimento deste programa que foi concebido em duas fases. Temos expectativas de bons resultados na execução da primeira fase. E esperamos que consigamos conceber na segunda fase um projecto conjunto que permita concretizar acções com efeitos na internacionalização das PME portuguesas”.